quarta-feira, 31 de julho de 2013

Uma lenda...uma lição

vida a dois, casamento, namoro cristão


A Arte de Viver Junto

Conta uma lenda dos índios sioux que, certa vez, Touro Bravo e Nuvem azul chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e pediram:

- Nós nos amamos e vamos nos casar. Mas nos amamos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte. Há algo que possamos fazer?

E o velho, emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:
- Há o que possa ser feito, ainda que sejam tarefas muito difíceis. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia apenas com uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo aqui, com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono; lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com uma rede deverás apanhá-la, trazendo-a para mim viva!

Os jovens se abraçaram com ternura e logo partiram para cumprir a missão.
No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves.
O velho tirou-as dos sacos e constatou que eram verdadeiramente formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido.

- E agora, o que faremos? Os jovens perguntaram.
-Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres.
Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros. A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno.


Minutos depois, irritadas pela impossibilidade do voo, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar.


Então o velho disse:
-Jamais esqueçam o que estão vendo, esse é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão. Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se como também, cedo ou tarde, começarão a machucar um ao outro.
Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, mas jamais amarrados.
Libere a pessoa que você ama para que ela possa voar com as próprias asas.


Essa é uma verdade no casamento e também nas relações familiares, de amizades e profissionais. Respeite o direito das pessoas de voar rumo ao sonho delas.
A lição principal é saber que somente livres as pessoas são capazes de amar.

AUTOR DESCONHECIDO  

segunda-feira, 22 de julho de 2013

LEVA TEMPO!

E Ele o fará.” Sl 37:5

Primeiro eu pensava que, depois de orar, eu devia fazer tudo o que estivesse ao meu alcance para a concretização da resposta. O Senhor me ensinou um caminho melhor, e mostrou-me que meu esforço próprio sempre atrapalhava a Sua operação. Ele queria que eu esperasse em espírito de louvor e só fizesse o que Ele me mandasse.
Parece uma coisa tão insegura, simplesmente ficar quieto e não fazer nada, senão confiar no Senhor. Às vezes, é tremenda a tentação de tomarmos a batalha em nossas próprias mãos. Todos sabemos como é difícil salvar de afogamento uma pessoa que procura ajudar quem a socorre. Assim também, nós impossibilitamos o Senhor de combater os nossos combates, quando insistimos em procurar combatê-los nós mesmos.

Deus precisa de tempo para responder a orações. Muitas vezes falhamos em entender isso. Leva tempo para Deus colorir uma rosa. Leva tempo para Ele formar um carvalho. Leva tempo para Deus tornar em pão um trigal. Ele toma a terra. Ele a amolece. Ele a enriquece. Ele a umedece com chuvas e orvalho. Ele a aquece com vida. Ele dá a lâmina, a haste, o grão dourado, e então, por fim, o pão para o faminto. Tudo isto leva tempo. Por isso nós semeamos, cultivamos, e esperamos, e confiamos, até que seja cumprido o propósito de Deus. Estamos dando uma oportunidade a Ele. A mesma lição se aplica à nossa vida de oração.

Lettie B. Cowman, em “MANANCIAIS NO DESERTO”



Fonte: Salmo 37

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A colheita



O homem humilde se surpreende com as muitas coisas boas que vê a sua volta, em vez de escandalizar-se com as coisas que não pode julgar. Ele é grato por suas realizações, mas não se desanima por causa dos fracassos, faz bom uso dos seus dons e logo admite os seus erros. Mantém-se de bom humor apesar da instabilidade e não se deixa abater por causa de seus defeitos de caráter. Sua confiança humilde no amor de Deus e sua fascinação diante da glória de Javé formam uma barreira de espinhos que o impede de ensimesmar-se e o liberta para voltar o olhar para os que estão a sua volta.
Jesus comparou o Reino de Deus à inexplicável colheita feita por um homem que lança a semente na terra. Com esse simples ato, a parte do agricultor está feita. Ele hiberna no inverno, dorme tarde, vai praticar esportes, assiste à televisão, lava roupas, conserta o buraco no telhado. Seja dia, seja noite, a semente lançada germina e brota. Ele não tem a mínima ideia de como isso acontece. A terra faz tudo sem a sua ajuda. Numa manhã ensolarada, ele está pronto para tomar seu farto café, vai até a porta, coça a cabeça olhando para as espigas maduras e faz a colheita. (Mt 4:26-29).
Com a confiança acontece a mesma coisa. Ao longo dos anos, ela se desenvolve e amadurece. Com base na sólida e irrefutável evidência da inabalável fidelidade de Deus, vai surgindo a certeza da credibilidade Daquele que nos ama profundamente. Depois que o agricultor semeia a terra, ele pode dormir tranquilo, e a terra produz o fruto “de si mesma”. O amadurecimento da confiança acontece do mesmo modo. Assim como a pessoa humilde acha fácil dizer “eu não sei”, o discípulo que confia humildemente, quando lhe pedem que explique a certeza que ele tem do amor de Deus, coça a cabeça e diz: “Não dá para explicar, porque eu simplesmente não sei a resposta”.

O cristão confiante descansa certo de que Deus está dia e noite trabalhando na sua vida. À semelhança do agricultor, ele não é totalmente passivo nem age com presunção. Sabe que sua parte do trabalho depende dele e de mais ninguém, mas tem consciência de que o resultado está nas mãos de Deus, e que o fator decisivo é a graça imerecida. Assim, ele trabalha como se tudo dependesse de Deus e ora como se tudo dependesse dele. Ele aprendeu que a única maneira de não ter sucesso na oração é não orando.

Brennan Manning, em “CONFIANÇA CEGA”

Fonte: Salmo 37


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