terça-feira, 15 de maio de 2018

Vovô Raul e a providência de Deus





Existem pessoas que, por sua forma natural de agir, conquistam os demais. Algumas são tão estimadas pelas crianças que passam a ser chamadas de tias, vovôs, sem terem qualquer laço de parentesco.
Assim era com o senhor Raul. Ele fora, durante anos, o professor de História na maior escola daquela cidade.
Aposentado, afeiçoado às crianças e à cultura, ofereceu-se como voluntário na biblioteca pública.
Idealista e idealizador, criou um pequeno espaço, no andar térreo, próximo ao setor de livros infantis, a que denominou o cantinho das histórias.
Todas as tardes, durante um período previamente marcado, ali ficava ele, a encantar os pequenos com suas histórias.
Com o passar dos meses, o número de visitas à biblioteca foi se tornando maior. Em especial as crianças e, de preferência, na hora das histórias de vovô Raul.
Na proximidade do Natal, o bom professor começou a cogitar o que de melhor poderia fazer para comemorar, com a comunidade, o nascimento de Jesus.
Recordou, então, do que fizera Francisco de Assis, no século treze. Por isso, buscou amigos e conhecidos, solicitou ajuda, em recursos e mão de obra, e deu início ao cenário do nascimento do Cristo.
Todos se entusiasmaram com o projeto. Não faltaram voluntários.
Ergueu-se o que deveria parecer um estábulo, colocou-se a manjedoura, a palha, criou-se um ambiente rústico no pequeno canto destinado às histórias do vovô Raul.
Às vésperas do dia de Natal, Raul recolheu-se tarde, após verificar que tudo estava em ordem. Já estavam escolhidos os personagens que, no dia seguinte, dramatizariam o nascimento do menino Jesus.
Nenhum detalhe fora esquecido e sabia-se que grande parte da comunidade acorreria ao evento. Naturalmente, em horários diversos, pois o ambiente não comportava todos de uma única vez.
Mal se deitara, Raul teve a impressão de escutar uma voz que lhe dizia para trocar o local da dramatização para o lado oposto, nos fundos da sala.
Por mais que tentasse conciliar o sono, aquilo não lhe saía da mente. Tanto o atormentou que ele mal dormiu. Levantou-se pela madrugada e foi chamar os seus voluntários para proceder à mudança.
Não conseguia saber porque, mas devia fazer aquilo. Era algo dentro dele que falava alto.
Um tanto cansados, mas respeitosos, concordaram os auxiliares em realizar a mudança do cenário para os fundos da sala, no lado oposto.
Quando a comemoração atingia o auge e a sala se encontrava repleta, um estrondo ensurdecedor se fez ouvir.
Todos se voltaram para o cantinho das histórias, de onde vinha o ruído, e viram aterrorizados um ônibus desgovernado adentrar à biblioteca derrubando prateleiras e livros, parando a poucos passos de onde eles se encontravam.
Foi então que vovô Raul entendeu que foi a Providência Divina, sempre solícita para com os Seus filhos, que lhe inspirou, com insistência, a ideia de realizar a mudança e, na sua intimidade, orou ao divino Pai, agradecendo.
* * *
Muitas vezes, os Anjos nos alertam, através da inspiração, das dificuldades e tropeços que podem ser evitados.
Todas as criaturas são desta forma auxiliadas, mas que nem todas se apercebem.
Existem mesmo as que levam tudo à conta de superstição e crendice, esquecidas de que Deus vela por todos, continuamente, providenciando o socorro devido nas mais diversas ocasiões.

Fácil, difícil e impossível




O que chamamos de fácil nada mais é do que aquilo que já conhecemos muito bem. E por que conhecemos bem? Porque já convivemos com aquilo diariamente.
Mas, se pensarmos bem, veremos que uma determinada coisa se tornou fácil depois de muito tempo de convivência com ela.

Descobrimos, então, que fácil é aquilo que já fizemos repetidas vezes.
Ótimo!

Eu acabo de descobrir uma coisa muito importante: se fácil é aquilo que já repetimos várias vezes, daqui pra frente eu posso então transformar as coisas difíceis e impossíveis.

Como?

• começando desde já a conviver com a possibilidade de alcançá-las;

• começando desde já a praticá-las;

• começando desde já, e em pequenas doses, a fazer com que o impossível torne-se difícil. Mais adiante, fazendo o difícil tornar-se fácil.


Sabemos que ver as coisas dessa maneira não é fácil...é até um pouco difícil, mas também impossível já não é mais, a partir do momento em que já descobrimos, pelo menos, qual é o caminho a seguir.

Se a vida vai ser algo fácil, difícil ou impossível, isso vai depender de nós mesmos.

Aquilo que nem sequer tentamos será sempre impossível.

Aquilo que começamos a tentar agora é difícil.

E aquilo que já fazemos há muito tempo tornou-se algo fácil.

Autor desconhecido

O tesouro de Bresa




Houve outrora, na Babilônia, um pobre e modesto alfaiate chamado Enedim, homem inteligente e trabalhador, que não perdia a esperança de vir a ser riquíssimo. Como e onde, no entanto, encontrar um tesouro fabuloso e tornar-se, assim, rico e poderoso?

Um dia, parou na porta de sua humilde casa, um velho mercador da fenícia, que vendia uma infinidade de objetos extravagantes.
Por curiosidade, Enedim começou a examinar as bugigangas oferecidas, quando descobriu, entre elas, uma espécie de livro de muitas folhas, onde se viam caracteres estranhos e desconhecidos.
Era uma preciosidade aquele livro, afirmava o mercador, e custava apenas três dinares. Era muito dinheiro para o pobre alfaiate, razão pela qual o mercador concordou em vender-lhe o livro por apenas dois dinares.

Logo que ficou sozinho, Enedim tratou de examinar, sem demora, o bem que havia adquirido. Qual não foi sua surpresa quando conseguiu decifrar, na primeira página, a seguinte legenda: “o segredo do tesouro de Bresa.” Que tesouro seria esse?

Enedim recordava vagamente de já ter ouvido qualquer referência a ele, mas não se lembrava onde, nem quando. Mais adiante decifrou: “o tesouro de Bresa, enterrado pelo gênio do mesmo nome entre as montanhas do Harbatol, foi ali esquecido, e ali se acha ainda, até que algum homem esforçado venha encontrá-lo.”

Muito interessado, o esforçado tecelão dispôs-se a decifrar todas as páginas daquele livro, para apoderar-se de tão fabuloso tesouro. Mas as primeiras páginas eram escritas em caracteres de vários povos, o que fez com que Enedim estudasse os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialetos persas e o idioma dos judeus.

Em função disso, ao final de três anos Enedim deixava a profissão de alfaiate e passava a ser o intérprete do rei, pois não havia na região ninguém que soubesse tantos idiomas estrangeiros. Passou a ganhar muito mais e a viver em uma confortável casa.

Continuando a ler o livro encontrou várias páginas cheias de cálculos, números e figuras. Para entender o que lia, estudou matemática com os calculistas da cidade e, em pouco tempo, tornou-se grande conhecedor das transformações aritméticas.
Graças aos novos conhecimentos, calculou, desenhou e construiu uma grande ponte sobre o rio Eufrates, o que fez com que o rei o nomeasse prefeito.

Ainda por força da leitura do livro, Enedim estudou profundamente as leis e princípios religiosos de seu país, sendo nomeado primeiro-ministro daquele reino, em decorrência de seu vasto conhecimento. Passou a viver em suntuoso palácio e recebia visitas dos príncipes mais ricos e poderosos do mundo.
Graças a seu trabalho e ao seu conhecimento, o reino progrediu rapidamente, trazendo riquezas e alegria para todo seu povo.

No entanto, ainda não conhecia o segredo de Bresa, apesar de ter lido e relido todas as páginas do livro. Certa vez, teve a oportunidade de questionar um venerando sacerdote a respeito daquele mistério, que sorrindo esclareceu:

“O tesouro de Bresa já está em seu poder, pois graças ao livro você adquiriu grande saber, que lhe proporcionou os invejáveis bens que possui. Afinal, Bresa significa saber e Harbatol quer dizer trabalho.”

Com estudo e trabalho pode o homem conquistar tesouros inimagináveis.

O tesouro de Bresa é o saber, que qualquer homem esforçado pode alcançar, por meio dos bons livros, que possibilitam “tesouros encantados” àqueles que se dedicam aos estudos com amor e tenacidade.

Autor desconhecido

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Sobre crescer...




Impossível atravessar a vida …
Sem que um trabalho saia mal feito, sem que uma amizade cause decepção, sem que um amor nos abandone.
 
Esse é o custo de viver.
 
O importante não é o que acontece, mas, como você reage.
 

Você cresce…
 
Quando não perde a esperança, nem diminui a vontade, nem perde a fé.
 
Quando aceita a realidade e tem orgulho de vivê-la.
 
Quando aceita seu destino, mas tem garra para mudá-lo.
 
Quando aceita o que deixa para trás, construindo o que tem pela frente e planejando o que está por vir.
 

Cresce quando supera, se valoriza e sabe dar frutos.
 
Cresce quando abre caminho, assimila experiências… E semeia raízes….
 
Cresce quando se impõe metas, sem se importar com comentários, nem julgamentos quando dá exemplos, sem se importar com o desdém, quando você cumpre com seu trabalho..
 
Cresce quando é forte de caráter, sustentado por sua formação, sensível por temperamento… E humano por nascimento!
 

Cresce quando enfrenta o inverno mesmo que perca as folhas, colhe flores mesmo que tenham espinhos e marca o caminho mesmo que se levante o pó.
 
Cresce quando é capaz de lidar com resíduos de ilusões.
 
Cresce ajudando a seus semelhantes, conhecendo a si mesmo e Dando à vida, mais do que recebe.
 

É assim que se cresce…

domingo, 28 de janeiro de 2018

Lázaro e o tempo de Deus



As irmãs em desespero, os amigos inconformados, Lázaro sepultado..

Olha o cenário, parece que todos se esqueceram do que Jesus falou quando o avisaram da doença de Lázaro: essa doença não é para morte, mas para a glória de Deus..(E João 11:4), e em meio a esse cenário Jesus chorou, eu nunca achei que esse choro era pela morte do amigo amado, Ele é Deus, sabia que Lázaro estaria com ele na glória, por que ficaria triste? 

A tristeza tinha outro motivo, a falta de fé das pessoas que ali estavam, quando a irmã desesperada o questiona: Jesus, se o Senhor estivesse aqui meu irmão não teria morrido, a resposta nós já sabemos, essa doença não é para morte....
Quantas vezes agimos exatamente como aquelas pessoas? Mesmo sabendo das promessas entramos em desespero diante da luta, da enfermidade, da desilusão...

Jesus chorou... Fico imaginando quantas vezes Ele chorou por minha causa, por causa da minha pouca fé, da minha ingratidão, da minha falta de paciência... sempre peço perdão por isso.
Jesus ressuscitou Lázaro, Ele poderia ter curado Lázaro da onde estava, mas não o fez, Ele poderia ter ido visitar o amigo imediatamente, mas também não o fez, e por que?

Porque existe o tempo de Deus, não adianta lamentarmos, o tempo Dele é perfeito..

E nossa falta de fé quando somos deixados na espera entristece o coração de Deus, Ele não chorou apenas quando aquelas pessoas perderam a fé, Ele chora todas​ as vezes​ que você também perde a fé ou se lamenta por esperar, Deus não falha, portanto confie, se Ele prometeu Ele vai cumprir, não perca a fé, não faça Jesus chorar por sua causa, Ele te ama, assim como amava Lázaro e suas irmãs, e fará o que for necessário por você, deposite toda sua confiança Nele nesse momento e veja o milagre acontecer..


Carmem Simões

Fonte: @deustudopodefazer

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Medo de tudo



...ora, o medo produz tormento...” (1Jo 4.18b)

Medo de ser rejeitado, medo de ficar sozinho, medo do escuro, medo de perder o controle, medo de perder o amado, medo de mortos, medo de vivos, medo de feitiço, medo de mau-olhado, medo de ouvir as verdades, medo de enxergar as verdades, medo de decidir, medo de ser livre, medo de casar, medo de “não casar”, medo de ter doenças, medo de ser feliz, medo de ser infeliz, medo julgamento do outro, medo do julgamento de Deus... medo...medo....medo.

O medo repercute no equilíbrio da saúde e provoca inúmeras alterações no corpo. Vejamos algumas delas:

1. Cérebro: os estímulos amedrontadores enviam um sinal ao hipotálamo, para que seja intensificada a produção de adrenalina, noradrenalina e acetilcolina. Em uma fração de segundo, a descarga dessas substâncias causa alterações no funcionamento de diversas partes do corpo.

2. Olhos: a química do medo faz com que as pupilas se dilatem. Isso diminui a capacidade de a pessoa reparar nos detalhes que a cercam.

3. Coração e pulmões: o aumento do nível de adrenalina eleva os batimentos cardíacos. O fato de o coração bater acelerado exige maior oxigenação ­ daí por que a respiração se torna mais curta, ofegante.

4. Estômago: muitas pessoas, em situações de medo, sentem dor na região estomacal devido ao aumento na produção de acetilcolina.

Pode ocorrer também excesso de suores, contraturas musculares, dores na nuca e ombros, cefaleia, diarreia, mãos frias, manifestações de gastrite, que poderão agravar-se dependendo da freqüência.

A palavra “medo” aparece inúmeras vezes na Bíblia. É um dos primeiros sentimentos desenvolvidos na vida do ser humano. Ele pode ser um mecanismo útil na sobrevivência, mas a sua presença constante e excessiva em nossa vida pode causar um afastamento social, retraimento, desenvolver ansiedade, isolamento, excesso de preocupação e um comportamento rígido.

Deus se preocupa com as consequências que o medo traz na vida do cristão. O seu resultado é devastador – “o medo produz tormento”, afirma João. Ser um atormentado significa não ter paz, é não dormir bem, é não viver bem, é ficar paralisado, é ser incapaz de reagir, de interagir, de confiar....

A primeira vez que aparece a palavra medo na Bíblia é logo no início do livro de Gênesis, quando Adão, depois de ter pecado, foge e se esconde de Deus entre as árvores do jardim. O Senhor o procura e chama: “Onde estás?”. E Adão não podendo mais se esconder, responde: “Ouvi a tua voz no jardim e tive MEDO” (Gn 3.10).

O medo nos põe em fuga, mentimos por medo da verdade, nos escondemos de nós mesmos e dos outros, perdemos a alegria, a espontaneidade. O medo traz uma vida de sobressaltos, e uma sensação onipresente de que “algo ruim vai acontecer”....

Os discípulos tiveram medo em muitas ocasiões. Jesus dizia: “Não temais”, e completava – “homens de pequena fé”. Porque Jesus relacionava o tamanho da fé dos discípulos com o medo? Certamente para nos ensinar que uma das raízes do medo é a insipiência de nossa fé.

Talvez a parte da Bíblia em que Deus mais insiste na fé e na coragem foi quando Josué estava para assumir a liderança do povo de Israel. Moisés havia morrido, e ele, Josué, era o seu sucessor. Com certeza Josué teve medo – senão o Senhor não precisava se preocupar em exortá-lo à confiança e à coragem. E Deus insistiu: “Assim como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei” (Js 1.5).

Quantas vezes tememos porque esquecemos a promessa de que Deus nunca e jamais nos desamparará, nem nos deixará lutando sozinhos. E o Senhor prossegue: “Tão somente sê forte e mui corajoso... não tenha medo nem te espantes, porque o Senhor teu Deus é contigo por onde quer que andares”.

A presença de Deus junto a nós é que vai nos dar a segurança, porém a decisão de “ser forte e corajoso” é nossa. E por uma razão muito simples – Deus não pode fazer isso por nós.

João afirma em sua primeira epístola que “no amor não existe medo, pois o perfeito amor lança fora o medo” (1Jo 4.18). Isso significa que quanto mais me encho com o amor que vem de Deus, não sobra espaço para medo algum. Deduzimos daí que o medo ocupa os espaços vazios que deixamos em nossa alma, e a sua tendência é expandir, crescer e nos dominar. A única forma de impedir que isso aconteça é permitindo que o amor esteja no centro de nossa vida, seja a nossa maneira de viver. E quando isso acontece, ele lança fora o medo.

O crente não pode ser vítima de seus medos, e muito menos ser dominado por eles. Há cristãos que não têm uma vida plena porque se esconderam e se fecharam em sim, com medo de tudo, vendo o Mal em tudo, e esquecendo que a Bondade e a Presença de Deus estão junto a nós todos os dias de nossa vida.

Encha-se de AMOR e estarás lançando fora o medo, e o tormento.


Daniel Rocha

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Soltar as mãos



João era um bom homem, trabalhador e com o fruto do seu trabalho sustentava a família e tinha uma vida digna.
Cuidava da saúde, não fazia inimigos e dizia que sua felicidade era fruto de seu esforço pessoal, portanto, onde caberia a necessidade de um Deus, dentro desse contexto?

João era um ateu convicto.
Um dia, passava por uma estrada quando começou um enorme temporal. O carro de João derrapou e ele foi lançado para um abismo.

Embora não houvesse nenhuma possibilidade de salvação, João gritou: Meu Deus, me ajude!

Nesse momento, surgiu uma árvore na beira do abismo e João se agarrou nela. Ainda ofegante e trêmulo, mal acreditava no que acabara de acontecer com ele. Nesse instante ele ouve uma voz:

- E agora João, acredita que eu existo?

João assustado e confuso, olha para os lados e percebe que não há ninguém por perto, então responde:

- Claro que acredito, Senhor! - Acredita mesmo, João?
- Claro, Senhor.

- Eu acabei de viver um milagre, como poderia não acreditar?
- Tem certeza de que acredita?

Claro, nunca tive uma certeza tão absoluta, em toda a minha vida.

- Então, se você acredita realmente em mim, solta as mãos.
Lá em baixo estarei eu para segura-lo.

Pense!!  Você soltaria as mãos?