domingo, 3 de março de 2019

A RAZÃO DA FÉ




Ser crédulo não é ser ingênuo. É um grande erro supor que a fé e a razão são incompatíveis. A fé e a visão são postas em oposição uma à outra nas Escrituras, mas, nunca a fé e a razão. Pelo contrário, a fé verdadeira é essencialmente racional, porque se baseia no caráter e nas promessas de DEUS.

Fé não é otimismo. Fé é uma confiança racional, uma confiança que conta com  o fato de que DEUS é digno de todo crédito. Por exemplo, quando Davi e seus homens voltaram a Ziclague, um terrível espetáculo os aguardava. Na sua ausência os amalequitas tinham saqueado sua aldeia, incendiado suas casas e levado cativas suas mulheres e crianças. Davi e os demais choraram até não ter mais força para chorar e então, na sua amargura, os homens cogitaram apedrejar Davi. Era uma crise séria, e Davi facilmente poderia ter-se deixado cair no desespero. Mas, em vez disso, lemos que Davi “se reanimou no SENHOR”. Esta era uma fé verdadeira. Ele não fechou seus olhos aos fatos, nem tentou criar sua própria auto-cofiança, ou dizer a si mesmo que se sentia realmente bem. Não. Ele se lembrou do SENHOR seu DEUS, o DEUS da criação, o DEUS da aliança, o DEUS que prometeu ser o seu DEUS e colocá-lo no trono de Israel. À medida que Davi se recordava das promessas e da fidelidade de DEUS, sua fé crescia e se fortificava.
Assim, pois,  a fé e o pensamento andam juntos. A fé, se quiserem, pode ser definida assim: É insistir em pensar quando tudo parece estar determinado a nos oprimir e a nos colocar por terra. O problema das pessoas que têm sua fé abalada é que elas, ao invés de controlarem seus pensamentos, os seus pensamentos é que são controlados por alguma circunstância e, como se diz, elas passam a rodar em círculos. Isso é a essência da preocupação e do temor. Isso é ausência de racionalidade.
Uma grande parte das nossas dúvidas e temores provém de sombrias percepções do que seja a real natureza do Evangelho de JESUS CRISTO, a raiz para uma vida de fé é um claro, preciso e bem definido conhecimento de JESUS.
John R W Stott, em “CRER É TAMBÉM PENSAR”

Fonte: Salmo 37


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

O elefante (parte 1)



 Você já observou o elefante no circo? Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Mas, antes de entrar em cena, o elefante permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisionava uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo. Sem dúvida a estaca é só um pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa parece óbvio que esse animal, capaz de arrancar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancar a estaca e fugir. Que mistério! Por que não fugia? Perguntei então a algum professor, sobre o mistério do elefante. Ele explicou que o elefante não escapava porque estava amestrado .

Fiz então a pergunta óbvia:- Se está amestrado, por que o prendem? Não houve resposta! Há alguns anos descobri que, por sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta:- O elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca muito pequeno. Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido logo preso. Naquele momento, o elefantezinho puxou, forçou, tentando se soltar. E, apesar de todo o esforço, não o pôde sair. A estaca era certamente muito pesada para ele. E o elefantinho tentava, tentava e nada. Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino. Então, aquele elefante enorme não escapa porque acredita que não pode. Jamais, jamais voltou a colocar à prova sua força.

E isso acontece com a gente! Vivemos crendo que um montão de coisas "não podemos". Simplesmente porque, quando éramos crianças, algo não deu certo ou ouvimos tantos "nãos", que isso ficou gravado na memória. De vez em quando sentimos as correntes e confirmamos o estigma: "Não posso e nunca poderei!". A única maneira de tentar de novo é colocando muita coragem em nosso coração, coragem para novos desafios, novas oportunidades, mas acima de tudo, deixando Deus fazer morada em nossas vidas,e nos dando o discernimento necessário.

Texto Complementar: "O elefante"(parte 2)

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

O relógio



Um pai passeava com os seus dois filhos, e querendo agradá-los, disse: “Quero lhes dar um presente de surpresa, por isso, sem que vocês pensem muito, me respondam imediatamente, o que vocês querem ganhar? Mas eu quero essa resposta bem rápida, AGORA!”

O filho mais novo, vendo alguns meninos brincando de bola, não teve dúvidas: “Papai, eu quero uma bola de couro, novinha”... O outro filho, o mais velho, vendo alguns rapazes da classe alta na porta de um shopping, e todos usando relógios de marca, disse: “Pai, eu quero um relógio que seja banhado a ouro”.

No dia seguinte, o filho caçula recebeu o que havia pedido, e vibrou muito com o presente, uma bola oficial idêntica às do campeonato brasileiro. O filho primogênito, cheio de expectativas, aguardou ansioso o momento de receber o seu... Mas seu pai não trazia nada nas mãos, e nem lhe disse quaisquer palavras...

Os dias passaram, e nenhum sinal do presente pedido... Quem sabe ele vai trazê-lo em seu aniversário, ou no natal, ou no dia das crianças... Mas NADA! Todas essas datas passaram e o tão esperado relógio não veio...

Alguns anos se passaram, e aquele garotão já se tornara um rapaz e nem se lembrava mais daquela promessa, no entanto, seu pai não se esqueceu, e em um fim da tarde, retornando do serviço, trouxe uma caixinha enrolada em papel festivo, entregou ao jovem e disse: “Meu filho, há muito tempo atrás você me pediu um relógio banhado a ouro, só que você ainda era muito novo e com certeza iria perdê-lo, ou estragá-lo, ou mesmo, ser roubado... Hoje, porém, você está apto a recebê-lo, e por isso estou lhe entregando algo melhor do que você me pediu, pois este é um relógio todo de ouro...”

Assim como esse pai, o Deus eterno age da mesma forma e sabe o instante exato em que podemos usar o nosso “relógio de ouro”. Deus sabe perfeitamente o momento de nos presentear com aquilo que pedimos, e Ele tem um cuidado todo especial de somente nos dar depois de se certificar que somos capacitados em manter as Suas bênçãos...

Mesmo que você não seja merecedor do que pede, o Pai Celeste te escuta, e Ele há de moldar o seu caráter, até que então, tendo um coração transformado, você seja surpreendido com algo bem melhor do que houvera solicitado.

“Por isso Eu afirmo a vocês: quando Orarem e pedirem alguma coisa, creiam que já a receberam, e assim, lhes sucederá” (Marcos 11: 24)


terça-feira, 11 de setembro de 2018

A corda e a fé




Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios.

Ele resolveu, depois de muitos anos de preparação, escalar o Aconcágua. Ele queria a glória somente para si.

Resolveu então escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de uma escalada dessa dificuldade. Ele começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde.

Porém ele não havia se preparado para acampar e resolveu seguir a escalada, decidido a atingir o topo.

Escureceu, e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha, e não era possível mais enxergar um palmo à frente do nariz, não se via absolutamente nada.

Tudo era escuridão, zero de visibilidade, não havia Lua e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens. Subindo por uma "parede", a apenas 100 metros do topo, ele escorregou e caiu...

Caía a uma velocidade vertiginosa, somente conseguia ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na escuridão. Sentia apenas uma terrível sensação de estar sendo sugado pela força da gravidade. Ele continuava caindo e, nesses angustiantes momentos, passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que ele já havia vivido em sua vida.

De repente ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade ... shack!

Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura. Nesses momentos de silêncio, suspenso pelos ares na completa escuridão, não sobrou para ele nada além do que gritar:

- Oh, meu Deus! Me ajude!

De repente uma voz grave e profunda respondeu:

- O que você quer de Mim, meu filho?

- Me salve, meu Deus, por favor!

- Você realmente acredita que Eu possa te salvar?

- Eu tenho certeza, meu Deus.

- Então corte a corda que mantém você pendurado...

Houve um momento de silêncio e reflexão. O alpinista se agarrou mais ainda a corda e pensou que se largasse a corda morreria...

Conta o pessoal de resgate que no dia seguinte encontraram um alpinista congelado, morto, agarrado com as duas mãos a uma corda ... a não mais de dois metros do chão.

E você...

Está segurando a corda?


segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Inocência




Uma menininha, diariamente, vai e volta andando até a escola.

Apesar do mau tempo daquela manhã e de nuvens estarem se formando,
ela fez seu caminho diário.

Com o passar do tempo, os ventos aumentaram e junto os raios e trovões.

A mãe pensou que sua filhinha poderia ter muito medo no caminho de volta, pois ela mesma estava assustada com os raios e trovões.

Preocupada, a mãe rapidamente entrou em seu carro e dirigiu pelo caminho em direção à escola.

Logo ela avistou sua filhinha andando, mas, a cada relâmpago, a criança parava, olhava para cima e sorria!

Outro e outro trovão e, após cada um, ela parava, olhava para cima e sorria!

Finalmente, a menininha entrou no carro e a mãe curiosa foi logo perguntando:

-O que você estava fazendo?

A garotinha respondeu:

-Sorrindo! Deus não para de tirar fotos minhas!

Deixemos que toda inocência floresça em nossos corações para podermos ver a bela e real felicidade que está nos momentos de simplicidade...


segunda-feira, 6 de agosto de 2018

A visita





Ruth olhou em sua caixa de correio, mas só havia uma carta. Pegou-a e olhou-a antes de abri-la. Mas logo parou, para observar com muita atenção. Não havia selo nem marca do correio, somente seu nome e endereço. Ela decidiu ler a carta.

“Querida Ruth, Estarei próxima de sua casa, no sábado à tarde, e passarei para visitá-la, com amor Jesus.”

As mãos da mulher tremiam quando colocou a carta sobre a mesa.
“Porque o Senhor vai querer me visitar-me? Não sou ninguém especial, não tenho nada para oferecer-lhe...” pensou. Preocupada, Ruth recordou o vazio reinante nas estantes de sua cozinha.
“- Ai, não! não tenho nada para lhe oferecer-lhe, terei que ir ao mercado e comprar alguma coisa para o jantar.”
Ruth abriu a carteira e colocou o conteúdo sobre a mesa: R$ 4,50. “Bom, comprarei pão e alguma coisa pelo menos.”

Ruth colocou um abrigo e se apressou em sair. Um pão francês, um pouco de peru e uma caixa de leite... Ruth ficou somente com R$ 0,12 que deveriam durar até a segunda-feira. Mesmo assim, sentiu-se bem e saiu a caminho de casa, com sua humilde compra debaixo de seus braços.

“- Olá senhora, pode me ajudar?”

Ruth estava tão distraída, pensando no jantar, que não viu duas pessoas que estavam de pé no corredor. Um homem e uma mulher, os dois vestidos com pouco mais que farrapos.

“- Olhe, senhora, não tenho emprego. Minha mulher e eu temos vivido ali fora na rua.Bom, está fazendo frio e estamos sentindo fome. Se a senhora puder nos ajudar, ficaríamos muito agradecidos...”Ruth olhou para eles com muito cuidado. Estavam sujos e tinham mau cheiro e, francamente, ela estava segura de que eles poderiam conseguir algum emprego se realmente quisessem.

“ – Senhor, eu queria ajudar, mas eu mesma sou uma mulher pobre. Tudo que tenho são umas fatias de pão, mas receberei um hóspede importante para esta noite e planejava isso a ele.”
“-Sim, bom, sim senhora, entendo... De qualquer maneira, obrigado”, respondeu o homem. O pobre colocou o braço em volta do ombro de sua mulher, e os dois se dirigiram para a saída. Ao vê-los saindo, Ruth sentiu um forte pulsar em seu coração.
“- Senhor, espere.”
O casal parou e voltou à medida que Ruth corria para eles e os alcançava na rua.
“- Olhem, querem aceitar este lanche? Conseguirei algo para servir ao meu convidado”, dizia Ruth, enquanto estendia a mão, com um pacote de lanche.
“- Obrigado, senhora, muito obrigado.”
“- Obrigada, disse a mulher.”
Foi aí que Ruth pôde perceber que a mulher tremia de frio.
“- Sabe, tenho outro casaco em minha casa, tome este”, ofereceu Ruth.
Ela desabotoou o próprio casaco e o colocou sobre os ombros da mulher.
Sorrindo, voltou a caminho de casa...Sem casaco e sem nada para servir ao seu convidado.
“- Obrigada senhora, muito obrigada”, despediu-se o casal. Ruth estava tremendo de frio quando chegou à porta de casa.

Agora não tinha nada para oferecer ao Senhor. Procurou a chave rapidamente na bolsa, enquanto notava outra carta na caixa do correio. “Que raro o carteiro nunca vem duas vezes em um dia”, pensou, ela então apanhou a carta e abriu-a:
“- Querida Ruth. Foi bom vê-la novamente. Obrigado pelo delicioso lanche e pelo esplêndido casaco. Com amor : Jesus”. O ar estava frio, porém, ainda sem se agasalhar Ruth nem percebeu.

domingo, 5 de agosto de 2018

O guarda chuva da Fé

Certa vez, o povo de um vilarejo decidiu se reunir no centro do lugar para rezar pedindo por chuvas...


Mas apenas um garoto levou guarda-chuva.
Quem é você nesta história?